sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Dá que pensar!

Vi no blogue "Terrear" e, porque considero importante, aqui coloco um vídeo para visualização de quem tiver tempo para ver, apreciar e meditar.

domingo, 24 de outubro de 2010

TRANSPLANTES









Uma das mais notáveis aplicações do avanço da medicina patenteia-se nos transplantes. Cuidadosamente preparados, o seu êxito permite não apenas um prolongamento mas, e principalmente, uma melhor qualidade de vida ao seu beneficiário.
Dos problemas mais sérios que a medicina teve (a ainda tem) de enfrentar para o sucesso de qualquer transplante é o da rejeição do(s) órgão(s) implantados no receptor. O seu organismo detecta-o(s) como estranho(s) e reage procurando a sua expulsão (rejeição). Para que tal não suceda, são ministrados ao paciente tratamentos que diminuem o seu poder de defesa perante organismos e órgãos estranhos, evitando, deste modo, a sua rejeição e consequente colapso.
Lembrei-me disto e dos imunodepressores perante a onda de “transplantes” que está a acontecer no nosso ensino: os mega-agrupamentos.
Num quase desprezo pelo trabalho das Direcções e das equipas que lideravam (direcção, departamentos curriculares, outros), num ano de transição, logo, de adaptação e de dificuldades, os “cirurgiões”, mesmo sem a declaração de autorização de doação de órgãos, tomaram a peito a maquinação de criaturas monstruosas (monstruosas, sim, porque o que nasce grande e não pequeno é monstruoso!...), juntando escolas, não importa a que preço. E, para que a operação tenha sucesso, evitando o colapso derivado da rejeição, ministram-se doses massivas de imunodepressores. Nota-se, por isso, nas escolas, seja entre o corpo docente, seja entre o pessoal não-docente, uma certa letargia, um anestesiamento, um alheamento face a esta situação. É a sensação de impotência perante o inelutável. Para além de um clima de desconfiança, de “surdez” perante os outros, que funciona como uma espécie de defesa da própria pessoa, da dignidade de um corpo activo e actuante, capaz de discernimento e autonomia, mas que acaba passivo, abúlico, exangue.
Os “cirurgiões” é que sabem. Mas, quem sofre é o mexilhão, agora que o mar bate forte e feio na rocha.
Pobre ensino. Em que bolandas te meteram.

sábado, 19 de junho de 2010

UNHA E CARNE: não há leitores sem escritores, nem escritores sem leitores


















Concorde-se ou não com as opções políticas ou religiosas, independentemente de tudo isso, José Saramago permanece, para além da sua contingência, como figura ímpar de escritor e homem de letras.
O seu passamento, ontem ocorrido, fará assentar o pó das querelas e a poeira das polémicas, fazendo emergir, cada vez mais límpida, cada vez mais nítida, a sua obra literária.
Criador de um estilo próprio, urdiu tramas consistentes, construiu histórias e narrativas cativantes, ergueu um monumento literário, embora nem sempre de fácil "digestão".
O prémio Nobel em literatura, que recebeu, constituiu simultaneamente uma justa homenagem à sua obra e um reconhecimento ao valor da língua portuguesa como veículo de partilha cultural nas quatro partidas do mundo.
Ele escreveu. Importa lê-lo e (re)lê-lo.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Uma caminhada de se lhe tirar o chapéu!



De 24 a 28 de Maio, em todas as escolas do nosso Agrupamento, fez-se a “Semana da Cor”, que culminou na “Caminhada do Chapéu”, no último dia.


Esta caminhada uniu, em percurso pedestre, a escola-sede do Agrupamento com todas as cinco escolas EB1/JI, num trajecto pelas ruas e caminhos da vila de Alfena. Foi um cortejo colorido, no dia do “Arco-Íris”, com cada participante ostentando um chapéu por si decorado, vibrante de cor e de imaginação esfuziante. Os alunos das turmas do 5º, 6º, 7º e 8º anos, acompanhados por professores, assistentes técnicos e técnicos operacionais, numa perfeita simbiose de corpo organizado e vivo.


Longa fila coleante espalhando alegria e colorido, chamando as pessoas ao encontro com a contagiante mole de alunos e acompanhantes. Para cada aluno, além do mais, foi um regressar à sua escola de origem, um voltar a palmilhar caminhos passados mas marcantes. A escola do Barreiro, de Cabeda, do Lombelho e da Codiceira aplaudiram o cortejo e participaram, à sua maneira, e, finalmente, a escola do Xisto recebeu-nos, braços e coração abertos, para refazermos as forças com o almoço e um merecido descanso. As canções de boas-vindas com que nos receberam, uniram o grupo ainda mais. E houve ainda tempo para brincar!...

Depois, foi o regresso à escola-sede, contagiando com a mesma alegria e boa disposição os caminhos por onde passávamos e as pessoas que se aproximavam.


Foi um dia magnífico que corporizou um Agrupamento que, embora repartido por seis escolas, forma um todo activo e multifacetado.


Estando todos de parabéns, não podemos deixar de salientar o Departamento de Expressões, alma e dinamizador de tão bela actividade.

sábado, 3 de outubro de 2009

Ser verdadeiro num mundo de aparências!...
















Não sei quantas pessoas ontem (02.Outº.2009), ao verem a sessão do concurso “Jogo Duplo” se terão interrogado sobre um aspecto aparentemente sem importância, mas profundamente revelador de um ambiente de aparências, de máscaras, de simulações. Aquele jogo supõe o “bluff”. E, naquela sessão, um dos concorrentes apresentou-se como padre. Os outros concursantes não o tomaram como tal. E ele foi dizendo, em cada momento o que ia sentindo. E afirmava que estava a dizer a verdade. Mas não o tomavam a sério. E chegou-se à final. Ele disse que ia carregar no botão. E fê-lo. Mas o outro concorrente, pensando ser mentira, antecipou-se e carregou também. O concorrente António (no caso, o padre) acabou por ganhar a sessão tendo estado sempre em último lugar! O outro concorrente, o Almiro, ficou estupefacto, pois ele tinha sido, durante todo o concurso, quem se encontrava em primeiro lugar. E ele disse que, de facto, nunca acreditara no que o António dissera. Ou seja, neste mundo de aparências, dizer a verdade não é inteiramente expectável. Parece preferirmos a mentira ou a meia-verdade. Medo de chocarmos ou outros? Medo que também eles nos confrontem com a verdade? As águas estagnadas parecem ser o nosso elemento… esquecendo-nos que só a corrente vigorosa da verdade nos libertará.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Laureano Barros: rectidão, verticalidade, Homem


Impossível ficar indiferente ante a grandeza de um Homem como Laureano Barros, de quem poucos ouviram falar. No Público de Domingo passado, dia 5 de Julho de 2009, na secção P2 (Cultura), há um suculento texto de Paulo Moura. Vale a pena lê-lo e digeri-lo. Ficaremos mais enriquecidos.

Procura-o em: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1390333&idCanal=14

Não darás o teu tempo por desperdiçado.

quinta-feira, 7 de maio de 2009